Família ainda espera respostas um ano após morte de primos atropelados por caminhão em São Luís
Vídeo mostra momento do atropelamento de crianças na Redenção, em São Luís
Vídeo mostra momento do atropelamento de crianças na Redenção, em São Luís
Um ano após a morte dos primos David Guilherme Queiroz Chagas, de 9 anos, e Jonathan José da Silva Chagas, de 8, a família das crianças ainda espera respostas sobre o caso. Os dois morreram atropelados por um caminhão no bairro Redenção, em São Luís.
Segundo a família, os meninos estavam em uma fila para receber bombons durante uma celebração pelo Dia de São Cosme e Damião quando foram atingidos pelo veículo.
Imagens de uma câmera de videomonitoramento registraram o momento em que o caminhão de cerveja não conseguiu subir uma ladeira da Rua 3, no bairro Redenção, próximo ao Filipinho, e acabou atingindo as crianças.
Uma das vítimas morreu ainda no local. A outra chegou a ser socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
O acidente causou comoção e revolta na comunidade. Moradores tentaram linchar o motorista, Mauro César dos Santos, que foi retirado por policiais militares e levado ao 9º Batalhão da PM.
Mauro César foi preso em flagrante e autuado por homicídio com dolo eventual, quando, segundo a definição jurídica, o autor assume o risco de provocar a morte.
Familiares de primos atropelados no Dia de São Cosme e Damião protestam em São Luís
David Guilherme Queiroz Chagas , de 9 anos (à esquerda), e Jonathan José da Silva Chagas, de 8 anos (à direita), morreram atropeladas por caminhão de cerveja em São Luís
Reprodução/Redes Sociais
A produção da TV Mirante entrou em contato com o Ministério Público e com a Secretaria de Segurança Pública para saber o andamento do caso. Entre os questionamentos estão se o inquérito foi concluído, se houve denúncia contra o motorista, se o processo já passou pela fase de instrução e se Mauro César dos Santos permanece preso.
Até a última atualização, os órgãos não haviam enviado respostas.
A família continua cobrando esclarecimentos e espera pelo avanço das investigações e do processo judicial.
Dor e cobrança