Pescadores do MA podem se cadastrar em ação que busca indenização por derramamento de óleo em 2019
Pescadores e pescadoras do Maranhão começaram a ser cadastrados para participar de uma ação coletiva que busca indenização pelos prejuízos causados pelo derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019.
Pescadores e pescadoras do Maranhão começaram a ser cadastrados para participar de uma ação coletiva que busca indenização pelos prejuízos causados pelo derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro em 2019.
O trabalho é coordenado pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA). Segundo a entidade, o cadastramento deve durar cerca de quatro meses e percorrer municípios do litoral maranhense.
Entre os trabalhadores que esperam receber uma reparação está Rosineude da Silva, pescadora. Ela conta que depende da pesca para sobreviver e vê na iniciativa uma oportunidade de ser ressarcida pelos prejuízos.
“A gente depende da pesca e a gente tem agora uma esperança de receber ressarcimento. Isso é muito importante”, afirmou.
Pescadores do MA podem se cadastrar em ação que busca indenização por derramamento de óleo em 2019
Reprodução/ TV Mirante
Óleo atingiu litoral de 11 estados
As primeiras manchas de óleo foram identificadas no litoral brasileiro em agosto de 2019. A contaminação atingiu 11 estados, do Maranhão ao Rio de Janeiro, e provocou impactos ambientais e econômicos em comunidades que dependem da pesca e do turismo.
Em outubro daquele ano, o JM2 mostrou que havia 12 pontos atingidos pelo óleo no Maranhão. A reportagem também registrou animais marinhos cobertos pela substância, incluindo espécies ameaçadas de extinção.
Segundo a CNPA, aproximadamente 16 mil pescadores foram afetados no estado. Anos depois do desastre, comunidades pesqueiras ainda buscam reparação pelos prejuízos sofridos.
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Cadastramento será levado a outros municípios
O cadastramento já começou na região de Cururupu e chegou à Grande Ilha, de acordo com a organização. As equipes também devem passar por Alcântara e Bequimão.
A previsão é que o atendimento chegue ainda a Araioses, Tutóia, Água Doce do Maranhão, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Barreirinhas, Rosário, Icatu, Axixá, Humberto de Campos e Morros.
A CNPA orienta os pescadores desses municípios a acompanhar a divulgação das datas e dos locais de cadastramento.
Como buscar orientação
Pescadores e pescadoras que trabalham nos municípios atingidos pelo derramamento de óleo e tiveram prejuízos financeiros podem buscar orientação gratuita na sede da Fespema.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na Rua dos Afogados, nº 656, no Centro de São Luís.
Também há pontos de atendimento em São José de Ribamar e Raposa. Ação deve ser apresentada na Inglaterra
Após a conclusão do cadastramento, os documentos reunidos devem ser usados em uma ação coletiva que será apresentada à Justiça da Inglaterra.
Segundo a CNPA, a ação será conduzida pelo escritório britânico Mishcon de Reya. A organização afirma que o objetivo é buscar a responsabilização dos envolvidos e uma reparação para os pescadores afetados.
Ainda não há previsão confirmada para a conclusão do processo.